Como a pele reage ao climatério

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Como a pele reage ao climatério

Como a pele reage ao climatério

O climatério é o período que antecede a menopausa e pode durar em média de 7 a 10 anos. Em…

Climatério, pré-menopausa e menopausa: entenda as diferenças de cada fase

Climatério, pré-menopausa e menopausa: entenda as diferenças de cada fase

Embora sejam frequentemente confundidos, os termos climatério, pré-menopausa e menopausa descrevem estágios diferentes da vida da mulher. Aprenda a distinguir…

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O climatério é o período que antecede a menopausa e pode durar em média de 7 a 10 anos. Em muitas mulheres é quase  imperceptível, mas a pele pode dar a dica de que esse período já começou

O climatério, período de transição que culmina na menopausa, é marcado por profundas transformações hormonais que se refletem diretamente na pele. Muito mais do que um “envelhecimento natural”, as alterações cutâneas nessa fase são sintomas ativos da queda de estrogênio, um hormônio fundamental para a saúde da pele.

Os principais sinais cutâneos do climatério

Ressecamento intenso e perda de hidratação

A pele fica mais áspera, com sensação de “repuxamento” e pode descamar. Isso ocorre porque o estrogênio é essencial para a produção de ácido hialurônico e para a manutenção da barreira de hidratação natural.

Perda de firmeza e surgimento de flacidez

A diminuição na produção de colágeno e elastina acelera-se drasticamente (até 30% nos primeiros anos pós-menopausa). A pele perde sua arquitetura de sustentação, resultando em flacidez mais aparente, especialmente no rosto, pescoço e colo.

Afinamento da pele (atrofia) e aumento da fragilidade

A pele pode se tornar mais fina, quase transparente, e mais suscetível a machucados, pequenos sangramentos e à formação de pseudocicatrizes. A renovação celular também fica mais lenta.

Alteração na textura e tom

  • Rugosidade: a superfície perde a maciez e tende a ficar marcada;
  • Podem surgir ou acentuar-se manchas (melasma ou lentigos solares);
  • Pálpebras caídas: a flacidez afeta também a região dos olhos.

Prurido (coceira) sem causa aparente

O ressecamento profundo e as alterações nas terminações nervosas podem causar coceira generalizada ou localizada, um sintoma muito comum e por vezes subestimado.

Alteração na cicatrização e na resposta inflamatória

Feridas podem demorar mais para fechar e a pele pode reagir de forma diferente a agressões. Doenças pré-existentes, como psoríase ou rosácea, podem piorar ou melhorar.

Aumento da sensibilidade

A barreira cutânea comprometida torna a pele mais reativa a produtos, ao clima e a agressores externos.

Ressecamento e afinamento dos cabelos

Embora não seja especificamente da pele, o couro cabeludo também sofre. Os fios podem ficar mais finos, quebradiços e a queda capilar pode intensificar-se.

Por que isso acontece? A culpa é dos hormônios. O estrogênio tem receptores por toda a pele. Ele é um regulador-chave que:

  • Estimula os fibroblastos a produzir colágeno, elastina e ácido hialurônico;
  • Mantém a espessura e a hidratação da derme e da epiderme;
  • Promove a cicatrização e a função de barreira;
  • Influencia a vascularização cutânea.

Com a sua queda, a pele entra em um estado de deficiência acelerada, manifestando todos esses sinais.

A boa notícia é que é possível tratar, controlar e melhorar significativamente esses sinais.

É fundamental que você tenha um dermatologista para chamar de seu e oferecer um diagnóstico correto e um plano personalizado, que pode incluir prescrições específicas.

Nessa fase é importante buscar produtos com ácido hialurônico, ceramidas, glicerina, ureia e niacinamida para reconstruir a barreira hídrica.

O uso tópico de retinóides (como retinol ou ácido retinóico prescrito) é um dos pilares do tratamento, por aumentar a renovação celular e estimular a produção de colágeno. Peptídeos e vitamina C também são aliados.

E o cuidado mais importante: o filtro solar FPS 50+ é não negociável. Ele previne o agravamento das manchas e protege a pele já mais fina e vulnerável aos danos do sol, que se somam aos danos hormonais.

Procedimentos dermatológicos para peles no climatério

Laser fracionado e radiofrequência: para estimular colágeno e melhorar flacidez e textura.

Toxina botulínica e preenchedores: para atenuar rugas dinâmicas e repor volume perdido.

Bioestimuladores de colágeno: estimulam a produção natural de colágeno em médio prazo.

Nutrição e estilo de vida

Ter uma dieta rica em antioxidantes, ômega-3 e vitaminas, aliada à ingestão adequada de água, ao não fumo e ao gerenciamento do estresse, apoia a saúde da pele de dentro para fora.

Os sinais que a pele dá no climatério são a expressão visível de uma mudança interna. Longe de serem apenas “marcas da idade”, são sintomas que merecem atenção e cuidado específico. Com uma rotina dermatológica direcionada, proteção solar implacável e, quando apropriado, acompanhamento hormonal, é possível passar por essa fase com uma pele saudável, hidratada e com sua vitalidade preservada.

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